Estudantes do curso de Fisioterapia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) ocuparam prédios do Pavilhão de Aulas do Canela, em Salvador, em protesto contra a precarização das condições de ensino e a falta de estrutura adequada para a formação acadêmica.
A mobilização, liderada pelo Diretório Acadêmico de Fisioterapia (DAFisio), denuncia problemas como a falta de professores, a suspensão de disciplinas obrigatórias desde o terceiro semestre, a estagnação de componentes curriculares e o fechamento da clínica-escola de Fisioterapia do Instituto Multidisciplinar de Reabilitação em Saúde (IMRS).
Segundo os estudantes, a situação compromete diretamente a formação teórica e prática dos alunos, além de impactar a população que dependia dos atendimentos gratuitos realizados pela clínica-escola. Impacto na formação e na sociedade.
De acordo com os organizadores do movimento, cerca de 500 estudantes estão sendo afetados pela falta de estrutura e pela interrupção das atividades acadêmicas. A ausência de um espaço físico adequado para o curso agrava ainda mais o cenário.
A suspensão de serviços prestados à comunidade também é motivo de preocupação, já que a clínica-escola desempenhava papel importante no atendimento à população, especialmente em reabilitação e promoção da saúde.
Diante do cenário, nós do Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do Estado da Bahia (SINFITO-BA) manifestamos veemente repúdio à situação danosa ao ensino e declaramos apoio à mobilização dos estudantes por melhorias na qualidade de suas formações.
O presidente do SINFITO, Dr. Gláucio Roberto, destaca que o problema vai além de questões pontuais:
“Trata-se de um cenário que compromete diretamente a formação acadêmica de centenas de estudantes e suas práticas academicas e científicas, condição que, também, impacta negativamente a população, que deixa de receber atendimentos gratuitos e essenciais.”
O SINFITO-BA reforça que a mobilização estudantil é legítima e necessária, cobrando respostas imediatas das autoridades competentes. Entre as principais reivindicações estão:
- Recomposição do quadro de professores
- Retomada das disciplinas suspensas
- Reabertura da clínica-escola
- Garantia de infraestrutura adequada
Nossa entidade, assegura que, condições dignas de formação é essencial não apenas para os estudantes, mas também para a qualidade da assistência em saúde prestada à população.
O SINFITO-BA reafirma que seguirá ao lado dos estudantes na defesa da universidade pública e da formação de qualidade. Como encaminhamento, apesar de não ser competência desta entidade, apresentaremos uma solicitação formal a UFBA para esclarecimentos e apresentação de plano de ação para sanar os pontos elencados, nos colocando, se necessário, como agente mediador.
SINFITO PRESENTE, AQUI TEM SINDICATO!